Mundo
Oito países da NATO emitem comunicado conjunto a defender a Gronelândia
Portugal, França, Alemanha, Itália, Polónia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca reagiram ao escalar do discurso dos Estados Unidos sobre a Gronelândia.
Portugal, França, Alemanha, Itália, Polónia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca emitiram esta terça-feira um comunicado conjunto a defender a segurança no Ártico como "uma prioridade-chave para a Europa" e a exortar os Estados Unidos a defenderem "os princípios da Carta das Nações Unidas, incluindo soberania, integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras".
Os oito Estados-membros da NATO lembram que a aliança atlântica “deixou claro que a região do Ártico é uma prioridade e que os aliados europeus estão a intensificar seus esforços” através do aumento da presença, atividades e investimento na região.
O comunicado, assinado por chefes de Governo e de Estado dos oito países, surge na sequência do aumento do tom dos Estados Unidos em relação à Gronelândia, território autónomo da Dinamarca.
Os oito Estados-membros da NATO lembram que a aliança atlântica “deixou claro que a região do Ártico é uma prioridade e que os aliados europeus estão a intensificar seus esforços” através do aumento da presença, atividades e investimento na região.
O comunicado, assinado por chefes de Governo e de Estado dos oito países, surge na sequência do aumento do tom dos Estados Unidos em relação à Gronelândia, território autónomo da Dinamarca.
Depois de a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro ter causado alarme na Dinamarca, Donald Trump reafirmou no domingo que a Gronelândia é essencial para os EUA em matéria de "segurança” e prometeu falar sobre a ilha “daqui a 20 dias”.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou na segunda-feira que um ataque por parte dos Estados Unidos seria o “fim de tudo, incluindo da nossa NATO e, por conseguinte, da segurança estabelecida desde o final da Segunda Guerra Mundial”.
Do mesmo modo, o primeiro-ministro gronelandês, Jens-Frederik Nielsen, repudiou as ameaças, admitindo que “adotará agora uma postura mais firme”, mas ressaltando que se deve “restabelecer a boa cooperação que tínhamos”.
Esta segunda-feira, o vice-chefe de gabinete de Donald Trump, Stephen Miller, afirmou que “a Gronelândia deve ser parte dos Estados Unidos”, assumindo ser esta a “posição formal” de Washington.
O responsável não admitiu a hipótese de uma intervenção militar na Gronelândia como a realizada na Venezuela no sábado, mas questionou a “base” de reclamação territorial da Dinamarca sobre a ilha.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou na segunda-feira que um ataque por parte dos Estados Unidos seria o “fim de tudo, incluindo da nossa NATO e, por conseguinte, da segurança estabelecida desde o final da Segunda Guerra Mundial”.
Do mesmo modo, o primeiro-ministro gronelandês, Jens-Frederik Nielsen, repudiou as ameaças, admitindo que “adotará agora uma postura mais firme”, mas ressaltando que se deve “restabelecer a boa cooperação que tínhamos”.
Esta segunda-feira, o vice-chefe de gabinete de Donald Trump, Stephen Miller, afirmou que “a Gronelândia deve ser parte dos Estados Unidos”, assumindo ser esta a “posição formal” de Washington.
O responsável não admitiu a hipótese de uma intervenção militar na Gronelândia como a realizada na Venezuela no sábado, mas questionou a “base” de reclamação territorial da Dinamarca sobre a ilha.
A União Europeia mostra-se solidária com a Dinamarca e a Gronelândia e tem rejeitado as ameaças de Donald Trump.
A Comissão Parlamentar de Política Externa do Parlamento dinamarquês irá
reunir de emergência esta terça-feira à noite, com a presença dos
ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa.